POLICIAL

Nos últimos 4 anos, o Acre registrou 1.379 Homicídios, a grande maioria jovens como vítimas ou infratores

09 Jan de 2020 do YacoNews
Por Paula Alcântara

Um número alarmante se considerar que somos um estado de apenas 800 mil habitantes. A falta de políticas públicas vem levando nossa juventude, geração futura para as cadeias e cemitérios.

Um número alarmante se considerar que somos um estado de apenas 800 mil habitantes. A falta de políticas públicas vem levando nossa juventude, geração futura para as cadeias e cemitérios.

Apenas utilizando ações repressivas o estado segue uma estratégia errada de construir uma sociedade pacificada e com possibilidades de dias melhores, não somente para os jovens, mas também para todo seu povo.

Esporte, cultura, lazer, arte, formação profissional, estas são algumas das ações que deixaram de existir faz bastante tempo no Acre, o que deixa nossos adolescentes vulneráveis e à beira do mundo da criminalidade.

As praças de esportes e lazer se encontram deterioradas e abandonadas faz anos, sendo pontos de prostituição e consumo de entorpecentes. Programas de inserção à cultura e estão quase em extinção, fazendo com que milhares fiquem ociosos e sem nada para fazer no contra turno escolar e no seu cotidiano de vida.


A política de formação profissional é mais fantasiosa que uma realidade, não forma como tem que ser, não inclui como tem que incluir e os melhores cursos quando acontecem, não vem acompanhados de geração de oportunidades para acessar sua iniciativa empreendedora.

Os presídios estão abarrotados de jovens, na grande maioria entre 19 à 32 anos. Sabemos que nossa política de ressocialização é precária e na maioria das vezes, o interno sai da cadeia pior do que entrou.


É preciso enfrentar a problemática da criminalidade com força do estado e isso a população tem clareza, mas também, se faz necessário parar de enxugar gelo e desperdiçar investimentos aplicando de maneira equivocada.

Gladson Cameli precisa colocar suas pastas de formação profissional, empreendedorismo para dar uma guinada na gestão de resultados.


Precisamos ter algo concreto que nos faça acreditar no futuro construído por esses jovens, que hoje recebem como cartão de visita o nome de marginais e estão desacreditados.

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