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Tião Viana chama revista Veja de canalha e mentirosa; há mais de um ano ex-governador foi absolvido pelo STF por unanimidade

14 de agosto de 2019 YACONEWS

Veja a nota de Tião Viana, quando foi absolvido
“Passados mais de cinco anos sendo vítima de injúria calúnia e difamação, consequência dessa epidemia de ódio, julgamento fácil, condenação infame, vendo o assassinato de virtudes civilizatórias como confiança, respeito, boa-fé, verdade, e outros, compartilho a alegria da inocência vitoriosa sobre a mentira.
Essa alegria vitoriosa ocorre pelo arquivamento do último processo em que me imputavam dúvida ética em eleições.
O primeiro já havia ido para arquivamento há dois anos, sendo defendida a minha absolvição pela Subprocuradora Geral da República, doutora Ela Wolkmer Castilho(relatora) e seguida, por unanimidade, pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça.
As marcas que ficam são dolorosas e profundas, pois, quase três anos antes da inocência ser declarada, eu estava saindo para celebrar o dia de casamento da minha primogênita, quando ouvi a chamada principal do “Jornal Nacional”, com aquela sanha fascista e denuncista, dispensando minutos contra a minha honra e não me dando a menor oportunidade de defesa: era mais um capítulo do ódio ao meu partido, o PT.
Após minutos, entrei na cerimônia levando a minha filha para as bênçãos do padre Massimo e o sacramento do juiz civil. Ali eu sabia da minha honra e inocência. Mas quantos assim também estavam convencidos? Tantos amigos, parentes dela e do meu genro?
Meu pai e minha mãe, pessoas mais honradas não conheci, uma vida inteira simples, octogenários, sem poder fazerem nada, nem tempo para se indignarem e verem a injustiça reparada.
Os adversários políticos a se portarem como inimigos, saboreando o julgamento da conveniência, do ódio, da injúria.
Ressalte-se, como eu disse à época, eu sequer tinha visto ou falado, alguma vez, com a pessoa autora da insinuação contra mim.
Pois bem, logo adiante veio mais uma denúncia sobre suposto ilícito eleitoral. E mais uma vez o calvário do constrangimento, da injustiça e desonra.
Sem, também, sequer ter visto ou encontrado ou falado com o denunciante(s).
Novamente o espetáculo de mídia, com a mentira e o ódio, sem o direito à defesa deu tom.
Os inimigas a se locupletarem.
Meu pai, falecido há um ano e sete meses, sequer pôde ver a minha inocência emergir novamente.
Quantas idas e vindas a Brasília para prestar depoimentos, esclarecimentos com os magníficos advogados Dr. Eduardo Ferrão e Dr. José Rollemberg, os quais fizeram questão de dispensar custas advocatícias a mim, pois sabiam que eu não teria condições de lhes pagar.
Minhas palavras a eles:
“Caros Dr. Ferrão e Dr. Rollemberg,
Imaginem a sensação de, após um longo período, tomar um banho e se sentir completamente limpo, onde as sujeiras, as dúvidas imputadas, vômitos, eructações , as abjetas injúria, calúnia e difamação, submergem para os Arquivos dos injustiçados.
Assim estou me sentindo, passados mais de cinco anos dessa infâmia e outra já arquivada, que haviam me levado aos corredores da suspeição e condenação antecipadas.
Devo o resgate da minha honra ao Dr. Ferrão e à sua pessoa. Não tenho a menor ideia de como lhes agradecer; também posso dizer o quanto foi bom nosso diálogo sempre fraterno, sereno, sincero, sob um manto de larga experiência e competências da advocacia.
Os visitarei em breve para agradecer e confirmar minha gratidão por toda a vida”.
Minhas filhas, meu filho de quinze anos e esposa, confiando completamente em mim, mas sentindo a dor da calúnia e da difamação.
O meu irmão Jorge Viana, com uma formidável contribuição ao Acre, também foi duramente atacado neste caso e estará externando seus sentimentos.
Enfim, faço política por entender ser a melhor forma de oferecer o melhor de mim às pessoas, sobretudo aos mais simples, injustiçados e excluídos.
Mas, assim seja, graças a Deus caminho de cabeça erguida, olhando nos olhos de qualquer um, sem nunca ter feito mal a ninguém, dando o melhor de mim, e pegando essa mistura da vida, transformando tudo em alegria, esperança, trabalho e boa-fé”.
Tião Viana.

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