BRASIL

Ministro da Educação pede que diretores de escolas públicas filme alunos cantando hino e mandem para a pasta

25 Fev de 2019 do YacoNews
Carta assinada pelo ministro da educação aos estudantes de escolas públicas do Brasil REPRODUÇÃO

 Em mensagem oficial distribuída a redes de ensino, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pede que diretores de escolas públicas leiam para alunos e funcionários uma "carta" de volta às aulas que termina com o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro nas eleições: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

           Carta endereçada pela assessoria de comunicação do Ministério da Educação aos diretores de escolas públicas. 
 A mensagem assinada por Vélez também orienta os diretores a filmarem os alunos durante a leitura da carta do ministro e enviarem ao Ministério da Educação (MEC) os vídeos. Os estudantes e servidores, segundo o ofício encaminhado às escolas, devem ficar perfilados diante da bandeira do Brasil e cantarem o hino nacional.

 O documento chegou pelo correio eletrônico em diversas escolas e institutos federais de educação. A carta e as instruções de como ela deve ser lida trazem o brasão da República usada em papeis oficiais. Na mensagem dirigida à comunidade escolar, Vélez fala em "novos tempos".

 "Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvido na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!", diz a carta assinada por Vélez.


 Ao pedir os vídeos da ocasião, o ministro deu orientações para que sejam registrados "trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino nacional". Em seguida, Vélez afirma que o arquivo deve ser enviado ao governo com dados da escola, como nome, cidade, número de alunos, de professores e de funcionários.

Dois endereços eletrônicos são disponibilizados para receber as gravações: da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e da área de comunicação do próprio Ministério da Educação. Procurado para comentar, o MEC ainda não respondeu.



O GLOBO

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